Monday, March 28, 2005
Saldo na bolsa: 1 euro e 50 centavos. O negócio tá feio, mas se der tudo certo amanhã consigo tirar uns 90 euros no banco... Acabei de chegar do Mega Stores, que é mais ou menos um shopping de utilidades domésticas, mas que tem 2 supermercados e uma praca de alimentacão. Hoje é 2a feira de Páscoa - aparentemente, é o nosso domingo de Páscoa. Como eu não comemoro isso, mesmo, pra mim não faz muita diferenca - o problema é que, com isso, o banco não abriu. Mas como o povo holandês não é bobo, o shopping abriu. E tava *lotado*, como eu nunca tinha visto! Aparentemente, todo mundo resolveu aproveitar o day off pra fazer uma reforma na cozinha, comprar cobertor, e ir ao supermercado. E eu, toda feliz ia lá com meus 9 euros pro Aldi, que é um supermercado baratíssimo daqui. Muito barato mesmo. E os produtos nem são ruins, tudo de qualidade aceitável. Mas o Aldi tava fechado... Aí, resolvo ir no Konmar, que é bem mais caro. Se fosse pra comparar com supermercados brasileiros, o Konmar seria algo como o Carrefour, mas obviamente menor. Pro Aldi, não consigo encontrar comparacao. Não sei se tem supermercado barato assim no Brasil. Aí tem o Albert Heijn (não sei como escreve...), que seria algo como o Mart Plus ou o Verde Mar... MUITO caro. Só fui lá umas duas vezes, e porque ele fica no centro, que fica aberto mais tarde na 5a feira. Aqui na Holanda é engracado porque parece que cada cidade tem um dia da semana em que tudo funciona até tarde. Aqui em Den Haag é quinta feira... Todo dia o centro fecha às 6, mas na quinta feira funciona até as 8 ou 9, não me lembro ao certo. Em Amsterdã, é na sexta feira. Anyway. Outra coisa curiosa é que aqui só tem refrigerante de 1,5L. Comprei hoje uma coca light (hehe) de 2L, que veio marcada como: "XXL - Party Pack!". Imagina se eles vissem aquela Coca Cola de 3L, que é o nosso Party Pack...
Sunday, March 27, 2005

Preguica. Fiquei muito, muito tempo sem postar. Mas acredito que a utilidade desse blog é meio limitada... Porque, pra contar notícias, tem o MSN. Pra colocar fotos, tem o fotolog. Pra anotar coisas da viagem, tem o caderninho que comprei na Kruidvat, ou algo assim. Acho que o blog é realmente pra momentos intermediários, como este. Entre uma coisa e outra. Ontem saí com uns brasileiros aqui perto. Um deles um dia mandou msg no meu celular, dizendo que morava com a Ana, uma brasileira que eu tinha conhecido no tramstop logo quando cheguei, quando a Alice me levou no Haagse Markt. Coincidentemente, ontem eu estava no Haagse Markt, no mesmo ponto, e conheci um nigeriano. Eu, tentando ser o mais educada o possível com pessoas estranhas (como bem me ensinou meu amigo finlandês), respondi educadamente tudo o que ele me perguntou. E vai que, chegando o tram, ele me diz que queria me ver de novo, e pergunta se pode pegar meu telefone. Eu sou avessa a mentiras, mas não consegui pensar em outra coisa - falei que não tinha telefone aqui. Ele me perguntou como eu me comunicava com as pessoas, eu disse: "well, I see my friends at school, and I e-mail them once in a while". Aí ele disse que tinha um telefone sobrando e que podia me dar. Eu falei que não gostava de telefones. Que no Brasil eu tinha um, mas que aqui tinha decidido me tornar incomunicável. O tram chegou, entrei correndo na direcão oposta. Quando chego em Hollands Spoor, o cara desce junto comigo, e pede o meu e-mail (tá vendo como mentira atrapalha?). E nunca mais falo com estranhos no ponto de tram. Voltando ao assunto, o brasileiro me mandou msg, pegou meu telefone com a Ana, e ontem perguntou se eu queria sair com ele e um amigo. Como estava ultra-super-muito entediada, fui. E foi ótimo - fomos pra um lugar turco, eu era a única mulher lá, mas foi divertido. Hoje eu e a Eva fomos na American Protestant Church, porque tinha um worship time de música gospel. Andamos muito e muito e muito, de bicicleta.. Chegamos lá na hora certa 10 horas, e tinha um culto terminando... Perguntamos pra um menino que horas era o culto gospel, ele disse que às 10, que tinha acabado de terminar. Aí Eva fala: "mas olha, são 10 horas agora!", e o menino sorri dizendo que o horário de verão comeca hoje. Obrigada, holandeses, por avisarem. Eu e Eva temos crises de riso, e o menino rindo da gente, claro. Ficamos pro outro servico, mas nao gostei. Not what I'm looking for. Anyway. Hoje tem Crazy Pianos, depois festa no De Paard. Ai, meus quinze euros.
Monday, March 07, 2005

Porque nem só de macarrão e comida de microondas vive uma pessoa. Não aguento mais comida que não é comida... Depois de passar 8 dias viajando, comendo folhados e afins (não aguento mais burek ou qualquer comida do leste europeu), resolvi mudar de vida. Esse fim de semana, fui com a Cris no mercado turco, compramos frango e fizemos estrogonofe com arroz e batata Lays! No dia seguinte, fiz arroz de novo e comi o resto do estrogonofe. Ficou muito bom. Hoje, como acabou o estrogonofe e não tem mais carne (carne aqui é caro que até dói), vou comer o resto do arroz com ovo, cebola, sei lá o que vou inventar. Só sei que descobri que cozinhar é divertido. À noite, vou tentar fazer algum tipo de macarrão, porque tenho visita. Honestamente, o que mais me falta para ser uma dona de casa exemplar!? Já sei lavar banheiro, limpar a casa (bom, o quarto) e cozinhar. Só falta trocar fralda de neném. Que isso demore muito, ainda.
Sunday, March 06, 2005
Para evitar escrever vários e longos e-mails a todos que me perguntam da minha super viagem para war torn countries in the 90s, vou escrever aqui no blog. Além de tudo, é uma tentativa, provavelmente vã, de aumentar a audiência disso aqui. Vamos lá. Comecamos a nossa aventura no dia 1. Pra melhor contextualizacao e aprendizado, dias serão colocados em neerlandês (ou holandês, ou dutch, como preferirem). Assim sendo...
Saímos de Den Haag, de busum, e trocamos de ônibus em Amsterdam, até Berlin, chegando lá no...
Dag èèn. Em Amsterdam, nos separamos de nossos coleguinhas de viagem que seguiriam outros caminhos (Max, Piotr, Marcin e Rhett, que passaram uns dias em Berlin e foram pra Polônia; e Israel e uma outra menina espanhola, que iriam fazer um super tour expresso pela Europa) e fomos até alguns pontos turísticos gastar as 3 horas livres que tínhamos. Vide foto 1: praca 18 de marco. Pegamos entonces um aviao da EasyJet (vale mencionar: a passagem custou 5 euros, mais taxas, que deu 20 euros) para Ljubljana, na Eslovênia. Nunca imaginei ir lá. Quando eu era mais nova, tinha uma penpal de lá, chamava Polona. Tentei entrar em contato com ela, mas não consegui. Anyway. Tentamos ir pro Hostel Celica, mas tava cheio, então fomos pra um hotel mais ou menos perto (na hora, eu achei beeeeem longe, mas o tanto que andei depois desse dia me fez mudar de opinião) pra passar a noite. No dia seguinte, dag twee, de manhã, fizemos check-in no hostel (que foi o melhor da viagem, café da manha ótimo, roupas de cama limpas, tudo muito bom) e fomos de trem pra Postojna, porque aparentemente o Lonely Planet (aka nosso guru) disse que era legal ir pra lá. No caminho do trem tinha uma estacão. Tinha uma estacão no fim do mundo, junto a uma caverna e a um castelo. Andamos horrores até a caverna, e ficamos duas horas passeando em meio a estalactites e estalacmites. Nada que eu já não tivesse visto nas inúmeras excursões feitas pelo Pitágoras às grutas da Lapinha e do Rei do Mato. Mas era a Eslovênia. E tinha um castelo. Só que era sábado e aparentemente o transporte público para *turistas* não funciona aos sábados. Go figure. Mas foi legal porque a cidade era bonitinha, a caverna era legal e muito, muito grande, e foi só uma manhã que perdemos nessa história. Chegamos em Ljubljana e fomos pro castelo que tem no alto de um morro na cidade. Vista linda de lá (foto 1). Blá blá blá, e chegamos ao...
Dag drie. Ainda atendendo às orientacões do Lonely Planet, fomos para Bled, outro fim de mundo no meio da Eslovênia. Basicamente, a cidade era composta por um lago, uma ilha com uma igreja e um castelo. Fomos dar a volta no lago. Andamos muito, passamos pela neve, pistas falsas de onde seria o castelo, mais neve. 6km de lago, tava na nossa média diária. Tomamos café, comemos pizza. Vimos o castelo. Lá no alto. Cadê a trilha? Não tinha trilha. Minto - se você olhasse com muita vontade, veria que tinha uma pseudo trilha no meio da neve e das árvores. E, seguindo o espírito aventureiro do Francis, fomos subindo até o castelo. E valeu cada minuto, cada escorregão, cada qualquer coisa que tenha me custado pra chegar naquela cidade e naquele castelo. Honestamente, foi a primeira vez que uma paisagem me deu vontade de chorar, de tão linda que era (o cansaco e o frio podem ter colaborado pra vontade de chorar, mas deixemos isso de lado). Era uma pintura. O lago, parte congelado. A ilha. A igreja. As montanhas, que pareciam borrões por causa das árvores sem folhas. Nunca vou conseguir explicar. A foto 2 tenta, mas também não consegue. Sigamos em frente.
Dag vier. Pegamos um trem para Zagreb, na Croácia. Cidade linda, pessoas nem tanto. Acredito que Zagreb seja incrível no verão. Os prédios são lindos, pracas idem. Mas no inverno não tem muita coisa pra fazer. Prova disso é que passamos 1 dia lá, não era nem 4 da tarde e já não tínhamos mais nada pra fazer. Valeu, however, porque a cidade é realmente muito bonita, e diferente do que eu já vi até agora. Foto 3 de rua. Pegamos um ônibus, eu e a Cristina, já que o Francis e a Eva iam para a Bósnia. Eu e a Cris também queríamos ir, mas precisa de visto, e nossa excursão a Bruxelas para conseguir o visto não foi tão bem sucedida. Assim, resolvemos ir a Dubrovbik, que todos falavam que era uma das melhores cidades da Croácia. O problema é que ficava bem ao sul, então pegamos um ônibus noturno para lá. Ainda na rodoviária (que tinha o banheiro mais limpo que eu já vi na minha vida), um cara começou a conversar com a gente. Acabou contanto que sua esposa era das Filipinas, então ela não podia ir a Dubrovbik de ônibus, porque o ônibus passava pela Bósnia e ela não tinha visto. Momento de pânico. Eu não queria ser deportada pro Brasil. Não queria ser presa na Bósnia. Mas o Francis tinha dito que não tinha problema! Aí tentamos falar com o motorista, que só sabia gritar com a gente em croatian, e finalmente um cara que falava inglês apareceu pra ajudar. No final das contas, tinha um policial da fronteira no ônibus, e ele disse que como estávamos em trânsito não teria problema. Aí fomos. Vale mencionar o nosso desespero, e o fato de que quase ficamos pra trás numa das paradas, no meio da Croácia! O cara do ônibus tava indo embora, a Cris correu e alcançou, e quando eu saí do banheiro tá lá o ônibus andando já! Por incrível que pareça, chegamos a Dubrovnik no dag vijf. Vale contar sobre a mulher do banheiro da estação rodoviária (por estação, entenda-se umas cinco barraquinhas), que me cobrou 3 kunas para entrar (mais ou menos 50 centavos de euro, ou quase 2 reais!), e ficava apontando pra pia e pro vaso e gritando: Finito! Finito! No voda! (acho que voda era água) e não queria me deixar usar o banheiro. Dubrovnik é uma cidade linda. Fica na costa, o mar é lindo, as casas são lindas, e a old town é linda. Foi bastante danificada na guerra da Bósnia, mas estão reconstruindo a cidade. Fotos 4 mostram como é. Argh, o post já tá grande demais, mas preciso terminar de contar da viagem. De noite pegamos ônibus de volta pra Zagreb (viajamos 11 horas pra chegar lá, passar o dia e voltar à noite - isso que é ser pobre, só pra não pagar acomodação!), chegamos lá no dag zes e pegamos um trem pra Budapeste, na Hungria. A cidade é maravilhosa... (fotos 5) Novamente, tivemos problemas de hostel e fomos pra um numa localização excelente. O staff era ótimo, não tinha mais ninguém no dormitório e o banheiro era muito limpo. O problema é que tomar banho exigia vários skills de contorcionismo, já que na verdade era uma banheira com um chuveirinho, e ficava um tanto de roupa de cama pendurada sobre a banheira. Seguindo conselhos do Lonely Planet, fomos subir no Gellert Hills à noite. Sem iluminação nenhuma, totalmente deserto, só eu e a Cris. Toda hora tínhamos que nos lembrar de que estávamos na Hungria e não no Brasil, pra não morrer de medo. Mas chegamos lá em cima, numa estátua que simboliza a independência de Budapeste, e a vista da cidade e do Danúbio era linda. No dag zeven, ficamos passeando pela cidade, fomos ao Castle Hill, que é tipo a old town de Dubrovnik, mas menos bonita. Fomos a alguns museus (porque compramos o Budapest Card, que te dá transporte gratuito pela cidade e entrada grátis em vários museus), como o da História de Budapeste e o de Artes, que tinha alguns quadros de Cezanne e de Monet. Dormimos em outro hostel, mais caro e menos limpo, e no dag acht encontramos com o Francis no aeroporto pra pegar o avião para Berlin. Pegamos trem errado em Berlin (porque a Eva, que fala alemão, não estava mais com a gente...), mas conseguimos chegar ao Checkpoint Charlie (foto 6), que é a fronteira entre as zonas de ocupação americana e soviética (e, segundo fontes recentes, britânica também) em Berlin. Fomos ao museu lá, que foi muito interessante. Não tivemos tempo de ver tudo do museu, razão pela qual agora eu sou obrigada a voltar a Berlin. Além disso, quero conhecer o resto da cidade, claro. Finalmente, pegamos o ônibus de volta a Haia. O ônibus parava a cada quinze minutos, incluindo uma parada de uma hora para beber alguma coisa. Ainda ficamos uma hora esperando para trocar de ônibus em Amsterdam, e cheguei em casa às 7:30 da manhã de ontem, sábado... O mais interessante é que, durante a viagem, às vezes me dava saudades de casa... Mas era daqui de Haia. Do meu quarto, e de algumas outras coisas daqui... Mas claro que sinto saudades do Brasil. Mas o importante é que finalmente desloquei o minha casa, mesmo que temporariamente.
Saímos de Den Haag, de busum, e trocamos de ônibus em Amsterdam, até Berlin, chegando lá no...
Dag èèn. Em Amsterdam, nos separamos de nossos coleguinhas de viagem que seguiriam outros caminhos (Max, Piotr, Marcin e Rhett, que passaram uns dias em Berlin e foram pra Polônia; e Israel e uma outra menina espanhola, que iriam fazer um super tour expresso pela Europa) e fomos até alguns pontos turísticos gastar as 3 horas livres que tínhamos. Vide foto 1: praca 18 de marco. Pegamos entonces um aviao da EasyJet (vale mencionar: a passagem custou 5 euros, mais taxas, que deu 20 euros) para Ljubljana, na Eslovênia. Nunca imaginei ir lá. Quando eu era mais nova, tinha uma penpal de lá, chamava Polona. Tentei entrar em contato com ela, mas não consegui. Anyway. Tentamos ir pro Hostel Celica, mas tava cheio, então fomos pra um hotel mais ou menos perto (na hora, eu achei beeeeem longe, mas o tanto que andei depois desse dia me fez mudar de opinião) pra passar a noite. No dia seguinte, dag twee, de manhã, fizemos check-in no hostel (que foi o melhor da viagem, café da manha ótimo, roupas de cama limpas, tudo muito bom) e fomos de trem pra Postojna, porque aparentemente o Lonely Planet (aka nosso guru) disse que era legal ir pra lá. No caminho do trem tinha uma estacão. Tinha uma estacão no fim do mundo, junto a uma caverna e a um castelo. Andamos horrores até a caverna, e ficamos duas horas passeando em meio a estalactites e estalacmites. Nada que eu já não tivesse visto nas inúmeras excursões feitas pelo Pitágoras às grutas da Lapinha e do Rei do Mato. Mas era a Eslovênia. E tinha um castelo. Só que era sábado e aparentemente o transporte público para *turistas* não funciona aos sábados. Go figure. Mas foi legal porque a cidade era bonitinha, a caverna era legal e muito, muito grande, e foi só uma manhã que perdemos nessa história. Chegamos em Ljubljana e fomos pro castelo que tem no alto de um morro na cidade. Vista linda de lá (foto 1). Blá blá blá, e chegamos ao...
Dag drie. Ainda atendendo às orientacões do Lonely Planet, fomos para Bled, outro fim de mundo no meio da Eslovênia. Basicamente, a cidade era composta por um lago, uma ilha com uma igreja e um castelo. Fomos dar a volta no lago. Andamos muito, passamos pela neve, pistas falsas de onde seria o castelo, mais neve. 6km de lago, tava na nossa média diária. Tomamos café, comemos pizza. Vimos o castelo. Lá no alto. Cadê a trilha? Não tinha trilha. Minto - se você olhasse com muita vontade, veria que tinha uma pseudo trilha no meio da neve e das árvores. E, seguindo o espírito aventureiro do Francis, fomos subindo até o castelo. E valeu cada minuto, cada escorregão, cada qualquer coisa que tenha me custado pra chegar naquela cidade e naquele castelo. Honestamente, foi a primeira vez que uma paisagem me deu vontade de chorar, de tão linda que era (o cansaco e o frio podem ter colaborado pra vontade de chorar, mas deixemos isso de lado). Era uma pintura. O lago, parte congelado. A ilha. A igreja. As montanhas, que pareciam borrões por causa das árvores sem folhas. Nunca vou conseguir explicar. A foto 2 tenta, mas também não consegue. Sigamos em frente.
Dag vier. Pegamos um trem para Zagreb, na Croácia. Cidade linda, pessoas nem tanto. Acredito que Zagreb seja incrível no verão. Os prédios são lindos, pracas idem. Mas no inverno não tem muita coisa pra fazer. Prova disso é que passamos 1 dia lá, não era nem 4 da tarde e já não tínhamos mais nada pra fazer. Valeu, however, porque a cidade é realmente muito bonita, e diferente do que eu já vi até agora. Foto 3 de rua. Pegamos um ônibus, eu e a Cristina, já que o Francis e a Eva iam para a Bósnia. Eu e a Cris também queríamos ir, mas precisa de visto, e nossa excursão a Bruxelas para conseguir o visto não foi tão bem sucedida. Assim, resolvemos ir a Dubrovbik, que todos falavam que era uma das melhores cidades da Croácia. O problema é que ficava bem ao sul, então pegamos um ônibus noturno para lá. Ainda na rodoviária (que tinha o banheiro mais limpo que eu já vi na minha vida), um cara começou a conversar com a gente. Acabou contanto que sua esposa era das Filipinas, então ela não podia ir a Dubrovbik de ônibus, porque o ônibus passava pela Bósnia e ela não tinha visto. Momento de pânico. Eu não queria ser deportada pro Brasil. Não queria ser presa na Bósnia. Mas o Francis tinha dito que não tinha problema! Aí tentamos falar com o motorista, que só sabia gritar com a gente em croatian, e finalmente um cara que falava inglês apareceu pra ajudar. No final das contas, tinha um policial da fronteira no ônibus, e ele disse que como estávamos em trânsito não teria problema. Aí fomos. Vale mencionar o nosso desespero, e o fato de que quase ficamos pra trás numa das paradas, no meio da Croácia! O cara do ônibus tava indo embora, a Cris correu e alcançou, e quando eu saí do banheiro tá lá o ônibus andando já! Por incrível que pareça, chegamos a Dubrovnik no dag vijf. Vale contar sobre a mulher do banheiro da estação rodoviária (por estação, entenda-se umas cinco barraquinhas), que me cobrou 3 kunas para entrar (mais ou menos 50 centavos de euro, ou quase 2 reais!), e ficava apontando pra pia e pro vaso e gritando: Finito! Finito! No voda! (acho que voda era água) e não queria me deixar usar o banheiro. Dubrovnik é uma cidade linda. Fica na costa, o mar é lindo, as casas são lindas, e a old town é linda. Foi bastante danificada na guerra da Bósnia, mas estão reconstruindo a cidade. Fotos 4 mostram como é. Argh, o post já tá grande demais, mas preciso terminar de contar da viagem. De noite pegamos ônibus de volta pra Zagreb (viajamos 11 horas pra chegar lá, passar o dia e voltar à noite - isso que é ser pobre, só pra não pagar acomodação!), chegamos lá no dag zes e pegamos um trem pra Budapeste, na Hungria. A cidade é maravilhosa... (fotos 5) Novamente, tivemos problemas de hostel e fomos pra um numa localização excelente. O staff era ótimo, não tinha mais ninguém no dormitório e o banheiro era muito limpo. O problema é que tomar banho exigia vários skills de contorcionismo, já que na verdade era uma banheira com um chuveirinho, e ficava um tanto de roupa de cama pendurada sobre a banheira. Seguindo conselhos do Lonely Planet, fomos subir no Gellert Hills à noite. Sem iluminação nenhuma, totalmente deserto, só eu e a Cris. Toda hora tínhamos que nos lembrar de que estávamos na Hungria e não no Brasil, pra não morrer de medo. Mas chegamos lá em cima, numa estátua que simboliza a independência de Budapeste, e a vista da cidade e do Danúbio era linda. No dag zeven, ficamos passeando pela cidade, fomos ao Castle Hill, que é tipo a old town de Dubrovnik, mas menos bonita. Fomos a alguns museus (porque compramos o Budapest Card, que te dá transporte gratuito pela cidade e entrada grátis em vários museus), como o da História de Budapeste e o de Artes, que tinha alguns quadros de Cezanne e de Monet. Dormimos em outro hostel, mais caro e menos limpo, e no dag acht encontramos com o Francis no aeroporto pra pegar o avião para Berlin. Pegamos trem errado em Berlin (porque a Eva, que fala alemão, não estava mais com a gente...), mas conseguimos chegar ao Checkpoint Charlie (foto 6), que é a fronteira entre as zonas de ocupação americana e soviética (e, segundo fontes recentes, britânica também) em Berlin. Fomos ao museu lá, que foi muito interessante. Não tivemos tempo de ver tudo do museu, razão pela qual agora eu sou obrigada a voltar a Berlin. Além disso, quero conhecer o resto da cidade, claro. Finalmente, pegamos o ônibus de volta a Haia. O ônibus parava a cada quinze minutos, incluindo uma parada de uma hora para beber alguma coisa. Ainda ficamos uma hora esperando para trocar de ônibus em Amsterdam, e cheguei em casa às 7:30 da manhã de ontem, sábado... O mais interessante é que, durante a viagem, às vezes me dava saudades de casa... Mas era daqui de Haia. Do meu quarto, e de algumas outras coisas daqui... Mas claro que sinto saudades do Brasil. Mas o importante é que finalmente desloquei o minha casa, mesmo que temporariamente.
Thursday, February 24, 2005
Artur me inspirou a escrever hoje. Li o blog dele, onde ele escreveu durante sua viagem aos EUA, e quis fazer isso no meu tb. Eu ja tenho um blog, I know, mas nao escrevi nada sobre pessoas. Ate agora, basicamente, foi um diario de viagem. Continua sendo e, só pra não perder o costume: daqui a 2 horas estou embarcando para Eslovenia! Mas detalhes dessa viagem eu conto depois. Queria contar era da vida aqui. Tem coisa mais legal do que sair à noite e voltar de bicicleta, 2:30 da manhã? Se minha mãe lê isso, me mata. Mas o risco vale a pena. E nem é tão perigoso. Ontem, 2:30 da manhã, saindo do El Soos, um cara fala alguma coisa comigo e com a Cristina, em português. Brevemente, ele explica que é português e que vende bicicletas. Entendam que o conceito de vender bicicletas aqui é um pouco diferente - basicamente, significa ser um junkie e roubar bicicletas para depois vendê-las. Tentei ser sociável, como me ensinou meu amigo Vesa, finlandês. Estávamos em Amsterdam semana passada, e pegamos um tram. Nisso, um cara, obviamente stoned, começa a conversar com ele, e ele conversa normalmente! Eu obviamente fecho a cara, e o cara percebe e tenta falar comigo. Pergunta meu nome, de onde sou, se sou namorada ou casada com o Vesa, se eu posso dançar samba etc. Respostas monosilábicas da minha parte. Aprendi ali, porém, que faz bem ser simpático com as pessoas, por mais ameaçadoras elas possam parecer. Tentei esse approach com o português ontem, e deu certo. Hoje, not so much. Voltava do supermercado quando um senhor falou algo comigo em dutch. Eu respondi que não falava dutch. Ele: "You're beautiful" Eu: "Thanks" e saí andando. Ele, me seguindo: "Where are you from?" Eu: "Brazil". Ele, continuando me seguindo: "You're beautiful! You're sexy! I like you!" E eu saí, shaking my head, decepcionada com o primeiro e final golpe dado à teoria que tinha aceito como certa.
Saturday, February 19, 2005

Foto de quinta feira, de uma sala de reuniao do Conselho da Uniao Europeia... Onde minha vendidagem chegou a niveis nunca antes imaginados. A gente fez uma mini-simulacao (a excursao era de uma materia chamada Decision Making in the UE, mas eu nao faco a materia, soh tava la pq queria ir na embaixada da Bosnia pegar o visto - o q eu nao consegui :( ) Aí teve uma simulacao sobre os níveis de contaminacao nuclear permitidos para importacao de comido em casos de acidentes nucleares fora da Europa. Eu, a Cris e uma menina fomos presidentes do Conselho, e foi muuuito legal. MINI-ONU na Bélgica. Depois disso, a mulher que trabalhava na Uniao Europeia, a professora, o professor, os alunos, todo mundo foi elogiar a gente :). Dá pra ver que nada mudou. Continuo a vendida de sempre. Mas agora sou chique ;-) Hoje to indo pra Amsterdam...









